Matéria do Jornal Nacional

Data: 19/11/2013

Autor: Comunicação Dr.Tiago


Sobre a Reportagem exibida dia 18/11/13 no Jornal Nacional – Médicos usam impressora 3D para ajudar no tratamento do câncer. Dr Tiago Tavares parabeniza aos profissionais da reportagem e menciona que esta técnica já é realidade na cidade de Goiânia – GO.


Esta técnica utilizada há vários anos por cirurgiões buco-maxilo-faciais pode ser utilizada para reconstrução de face em pacientes com deformidade após cirurgia de tumores em face, seqüelas de fraturas de face, deformidades faciais congênitas.


Dr Tiago Tavares menciona também que o acesso à técnica para utilização de protótipo contribui com a rapidez, previsibilidade a assertividade no tratamento em questão.


Abaixo segue a fotografia de um protótipo que o Dr Tiago Tavares está atualmente planejando - um caso de anquilose da articulação temporo-mandibular (articulação próxima do ouvido), da qual será removida e reconstruída por meio de uma prótese total de ATM.



A técnica desenvolvida no Brasil cria protótipos em gesso e silicone da área onde será a cirurgia e médicos podem simular a operação para avaliar riscos da retirada do tumor.

Pessoas que estão em tratamento para se recuperar de câncer na boca, na cabeça ou no pescoço já estão se beneficiando de uma técnica desenvolvida no Brasil.

Marcel foi o primeiro de 37 pacientes submetidos à nova técnica no Instituto do Câncer no Rio de Janeiro. Ele tinha um tumor na mandíbula, considerado extremamente grave. O economista foi operado pelos médicos Terence Farias e Mario Galvão em janeiro de 2009.

A partir de imagens em três dimensões do tumor, eles usaram uma impressora, do Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer, em Campinas, ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, para criar protótipos em gesso e silicone, mostrando veias cerebrais e outros detalhes.

Foram feitos modelos da cabeça e da bacia de Marcel para estudar a retirada de parte do osso ilíaco, que foi usado na reconstrução da mandíbula.

Com o protótipo nas mãos, os médicos sabem com precisão milimétrica o tamanho do tumor que deve ser retirado. E um dia antes da cirurgia podem fazer uma simulação para avaliar todos os riscos e saber exatamente onde devem ser feitos os cortes nos ossos do paciente.

No ensaio, os médicos aproveitam para dobrar a placa de titânio e escolher os parafusos usados no enxerto. Segundo os médicos, o tempo da cirurgia, que pode chegar a dez horas, foi reduzido em quase uma hora e meia. E o custo também caiu.  Além disso, é possível treinar o corte da bacia.

“Nós retiramos o osso do tamanho correto, nem maior, nem menor,  e isso vai mutilar muito menos o paciente”, explica o médico.
Até a descoberta da nova técnica, muitos pacientes saíam das cirurgias com deformações graves no rosto.

“Acometido por um câncer, ele podia ser mutilado e nós conseguimos não só tentar salvá-lo dessa doença, como tentar devolvê-lo para a sociedade de uma forma bem adequada”, aponta Terence Farias, autor da pesquisa.

A pesquisa ganhou destaque em revistas científicas internacionais, e no segundo semestre do ano que vem deve estar disponível para pacientes do Sistema Único de Saúde.

“Hoje em dia eu levo uma vida normal. Pratico até esportes. Eu gosto muito. Como, mastigo bastante. Tenho uma vida social normal como qualquer outra pessoa”, diz o paciente Marcel Carneiro, economista.





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Cirurgia Ortognática: Como Funciona? Quais ...

O procedimento cirúrgico visa a fazer uma correção das alterações faciais e dar mais qualidade de vida para os pacientes. “Orto” vem de correto, e “gnatos” significa maxilares. As melhorias vão além da estética: a mordida do paciente também melhora. Confira mais sobre o assunto.
Esse procedimento ajuda a obter o equilíbrio anatômico do rosto.

Como funciona a cirurgia ortognática?
• Ela busca o equilíbrio anatômico da face.
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• Corrige deformidades ocasionadas por anomalias.
• O trabalho tem início com a ortodontia, antes de ser encaminhado para a cirurgia.
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• Pacientes a partir de 17 anos de idade podem realizá-la.

Embora seja desconhecido por muitas pessoas, o procedimento é simples. Toda a cirurgia é realizada na parte interna da boca, o que não apresenta chances de cicatrizes.
Cada caso é um caso, mas, no geral, o paciente pode ter alta no dia seguinte. O pós-operatório é totalmente orientado pela equipe, para que a pessoa se estabeleça o mais rápido possível e sem qualquer prejuízo.
As vantagens da cirurgia são inúmeras. O paciente pode ter uma mastigação melhor e até a sua digestão irá ser beneficiada. Tudo porque a qualidade da mordida nos alimentos influencia na forma como eles são digeridos.
A função respiratória é outra beneficiada pelo procedimento, além da fonação.
Esteticamente falando, um maxilar que é diferente do outro recebe uma correção importante, o que manterá os dois equilibrados.
Nenhum mais proeminente do que o outro. Esse é um resultado que eleva a autoestima do indivíduo.

Quais são os riscos?
A cirurgia apresenta riscos similares a outras de mesmo segmento. Na verdade, é importante que sejam feitos todos os exames necessários antes de considerar o paciente apto para o procedimento.
Como qualquer paciente, esse indivíduo deve buscar informações sobre a equipe que fará a cirurgia e como será o procedimento, além do pós-operatório.
Por não ser uma cirurgia de emergência, há um tempo para que o profissional também se certifique de que é o melhor momento para realizá-la.
Quanto a dor durante o procedimento, não existe. Toda a cirurgia é feita sob o efeito da anestesia geral.
Se você deseja fazer esse tipo de cirurgia de correção, converse com o seu ortodontista ou cirurgião bucomaxilo antes de mais nada sobre essas informações. Ele poderá esclarecer as dúvidas iniciais e te encaminhar para um especialista no assunto.
Você tem algum problema bucal? Não tenha vergonha de procurar por esclarecimentos e contar sobre o seu problema.
A cirurgia tem como objetivo principal recuperar e oferecer qualidade de vida e conforto para os pacientes submetidos a ele.
Esperamos ter ajudado no seu primeiro passo para a recuperação com a cirurgia ortognática. Compartilhe as informações!

O que as doenças bucais e a obesidade têm ...


Comidas doces e industrializadas e a falta de exercícios físicos estão tornando as populações cada vez menos saudáveis. O problema é grave: de acordo com o artigo “Impacto da obesidade na saúde bucal: revisão de literatura”, publicado por pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria em 2013, o sobrepeso favorece o aparecimento de vários outros problemas, como doenças cardíacas, hipertensão arterial, osteoartrite, diabetes tipo 2, câncer, doença periodontal e cárie.

Segundo dados do Ministério da Saúde de 2014, 52,5% dos brasileiros estão acima do peso ideal. Rogério O. Gondak (CROSC 6568), especialista em Patologia Bucal, mestre e doutor em Estomatopatologia pela Universidade Estadual de Campinas, explica que o consumo excessivo de açúcar é um dos fatores causadores tanto da obesidade quanto das doenças bucais. Helenice Biancalana (CROSP 18683), diretora do Departamento de Prevenção da Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas, alerta que é fundamental encorajar crianças e pais a adotarem hábitos alimentares mais saudáveis, reduzindo o consumo de alimentos industrializados, e melhorar os hábitos de higiene bucal.

O açúcar, ingrediente presente em alimentos doces e salgados, transforma-se em ácido em nossa boca. Esse ácido ataca o esmalte dos dentes de forma agressiva e, com o tempo, provoca cárie e outros problemas orais ainda mais graves. De acordo com Gondak, o aumento da gordura corporal pode gerar uma hiper-resposta inflamatória nos tecidos periodontais (gengiva, ligamento periodontal, cemento e osso alveolar, que dá sustentação ao dente) e isso leva à uma maior probabilidade de surgimento e persistência de doenças periodontais. No seu estágio mais avançado esse tipo de doença pode provocar a perda parcial ou total de dentes, principalmente em adultos a partir dos 35 anos.

O excesso de peso também predispõe o indivíduo a ter problemas como a erosão dentária relacionada ao refluxo gastresofágico. “Pacientes com sobrepeso ou obesidade apresentam altos índices de refluxo. Isso pode acontecer em virtude tanto de uma dieta inadequada, quanto de aumento da gordura visceral, que gera um enfraquecimento da válvula que impede o refluxo. O mal funcionamento desta válvula pode ser um dos fatores para a erosão dental: o suco gástrico, líquido altamente ácido, acaba voltando para a boca e entrando em contato com os dentes, causando a dissolução do esmalte”, afirma Gondak.

Além de melhorar os hábitos alimentares, a odontopediatra indica que o ideal é a criança aprender desde cedo a escovar os dentes logo após se alimentar. Outra dica importante é ingerir bastante água durante o dia. “Além de aumentar a sensação de saciedade e fazer bem para a saúde, tomar água é ótimo para os dentes e contribui para a limpeza da boca, impedindo altas concentrações de bactérias que resultam na formação de cárie”, finaliza Biancalana.