Enxerto Ósseo - Principais conceitos

Data: 08/08/2012

Autor: Comunicação Dr.Tiago Tavares












Quando fazer?

Sempre que um dente é removido, por qualquer motivo, ocorre naturalmente a perda óssea ao redor deste elemento dentário perdido. Com o passar do tempo a contínua perda óssea ocorre a ponto de não haver espaço suficiente para instalar um implante dentário, pois o implante é adaptado no interior do osso dos maxilares. Este processo de atrofia ou absorção ou perda óssea é um fenômeno natural, mas existem maneiras de reverter este quadro. O enxerto ósseo para implantes dentários é processo pelo qual o cirurgião-dentista com especialidade e formação para tal, promove a instalação de um substituto ósseo para a reposição, ganhando estrutura para permitir assim a instalação do implante dentário.

Em grande parte dos casos o paciente pode ter perdido o dente há vários anos e não necessitar de enxerto ósseo. Uma avaliação minuciosa realizada pelo Dr. Tiago Tavares é necessária para a decisão.

Quais os exames para enxerto ósseo?
Na grande maioria das vezes uma radiografia panorâmica associada a uma tomografia computadorizada específica para odontologia são necessários para a realização do enxerto ósseo.

Local da cirurgia:
Este procedimento é realizado no consultório odontológico sob anestesia local em quase 100% dos casos. Em alguns casos, existe a possibilidade de realizar o procedimento sob sedação intravenosa (medicação na veia) no consultório com a presença de um anestesista. Isto permite um maior conforto para o paciente. Porém isto depende do grau de ansiedade do paciente, que deve optar pela escolha junto ao cirurgião responsável.

Repouso:
O tempo de repouso do procedimento cirúrgico depende da profissão do paciente. Se for um profissional que exija esforço físico como um atleta, um personal trainer ou fala bastante como um professor, um cantor, o tempo pode variar de 10 a 15 dias. Já um profissional que seu ambiente de trabalho seja um escritório, o tempo de repouso pode ser de 5 a 7 dias.

Período entre o enxerto e o implante:
Os implantes dentários na grande maioria das vezes não são inseridos no mesmo dia do enxerto ósseo. O tempo entre a cirurgia do enxerto ósseo e a cirurgia de implante dentário é de 3 a 6 meses, para que ocorra a cicatrização do enxerto e sua integração ao local instalado. Este tempo dependerá da região onde o enxerto foi posicionado, da quantidade dos implantes e da técnica empregada.

Tipos de enxerto:
Os tipos de enxerto ósseo mais utilizados são do próprio paciente (osso autógeno) ou pode ser de materiais sintéticos. O enxerto ósseo feito com osso do próprio paciente é capaz de formar um osso de maior qualidade e quantidade em menor tempo. A cirurgia para retirada e instalação do enxerto sempre é realizada no mesmo momento cirúrgico. Sendo comprovado cientificamente o melhor tipo de enxerto existente. O osso pode ser removido da própria mandíbula do paciente, em sua porção posterior. Com a constante evolução científica, existem biomateriais que podem ser utilizados em alguns casos para a cirurgia de enxerto ósseo. São materiais adquiridos comercialmente sempre com respaldo de garantias por comprovação científica e registro na Anvisa. No consultório do Dr. Tiago Tavares é realizado todos os tipos de enxerto ósseo para melhor adaptação dos implantes.

Taxas de sucesso:
A chance de falha ou rejeição de um enxerto ósseo é quase nula, principalmente se for de estrutura óssea do próprio paciente. As taxas de sucesso são cada vez maiores e o conforto pós operatório é cada vez mais predominante.

Limitações:
Qualquer pessoa desde que cessado o crescimento pode ser submetido a cirurgia de enxerto ósseo e que goze de bom estado de saúde geral. O Dr. Tiago Tavares fará uma avaliação criteriosa para decidir a necessidade de exames complementares para realização da cirurgia.

 

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OUTRAS POSTAGENS

Cirurgia Ortognática: Como Funciona? Quais ...

O procedimento cirúrgico visa a fazer uma correção das alterações faciais e dar mais qualidade de vida para os pacientes. “Orto” vem de correto, e “gnatos” significa maxilares. As melhorias vão além da estética: a mordida do paciente também melhora. Confira mais sobre o assunto.
Esse procedimento ajuda a obter o equilíbrio anatômico do rosto.

Como funciona a cirurgia ortognática?
• Ela busca o equilíbrio anatômico da face.
• É indicada quanto o aparelho ortodôntico não consegue reparar um problema.
• Corrige deformidades ocasionadas por anomalias.
• O trabalho tem início com a ortodontia, antes de ser encaminhado para a cirurgia.
• São feitos exames detalhados para avaliar o problema do paciente.
• Pacientes a partir de 17 anos de idade podem realizá-la.

Embora seja desconhecido por muitas pessoas, o procedimento é simples. Toda a cirurgia é realizada na parte interna da boca, o que não apresenta chances de cicatrizes.
Cada caso é um caso, mas, no geral, o paciente pode ter alta no dia seguinte. O pós-operatório é totalmente orientado pela equipe, para que a pessoa se estabeleça o mais rápido possível e sem qualquer prejuízo.
As vantagens da cirurgia são inúmeras. O paciente pode ter uma mastigação melhor e até a sua digestão irá ser beneficiada. Tudo porque a qualidade da mordida nos alimentos influencia na forma como eles são digeridos.
A função respiratória é outra beneficiada pelo procedimento, além da fonação.
Esteticamente falando, um maxilar que é diferente do outro recebe uma correção importante, o que manterá os dois equilibrados.
Nenhum mais proeminente do que o outro. Esse é um resultado que eleva a autoestima do indivíduo.

Quais são os riscos?
A cirurgia apresenta riscos similares a outras de mesmo segmento. Na verdade, é importante que sejam feitos todos os exames necessários antes de considerar o paciente apto para o procedimento.
Como qualquer paciente, esse indivíduo deve buscar informações sobre a equipe que fará a cirurgia e como será o procedimento, além do pós-operatório.
Por não ser uma cirurgia de emergência, há um tempo para que o profissional também se certifique de que é o melhor momento para realizá-la.
Quanto a dor durante o procedimento, não existe. Toda a cirurgia é feita sob o efeito da anestesia geral.
Se você deseja fazer esse tipo de cirurgia de correção, converse com o seu ortodontista ou cirurgião bucomaxilo antes de mais nada sobre essas informações. Ele poderá esclarecer as dúvidas iniciais e te encaminhar para um especialista no assunto.
Você tem algum problema bucal? Não tenha vergonha de procurar por esclarecimentos e contar sobre o seu problema.
A cirurgia tem como objetivo principal recuperar e oferecer qualidade de vida e conforto para os pacientes submetidos a ele.
Esperamos ter ajudado no seu primeiro passo para a recuperação com a cirurgia ortognática. Compartilhe as informações!

O que as doenças bucais e a obesidade têm ...


Comidas doces e industrializadas e a falta de exercícios físicos estão tornando as populações cada vez menos saudáveis. O problema é grave: de acordo com o artigo “Impacto da obesidade na saúde bucal: revisão de literatura”, publicado por pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria em 2013, o sobrepeso favorece o aparecimento de vários outros problemas, como doenças cardíacas, hipertensão arterial, osteoartrite, diabetes tipo 2, câncer, doença periodontal e cárie.

Segundo dados do Ministério da Saúde de 2014, 52,5% dos brasileiros estão acima do peso ideal. Rogério O. Gondak (CROSC 6568), especialista em Patologia Bucal, mestre e doutor em Estomatopatologia pela Universidade Estadual de Campinas, explica que o consumo excessivo de açúcar é um dos fatores causadores tanto da obesidade quanto das doenças bucais. Helenice Biancalana (CROSP 18683), diretora do Departamento de Prevenção da Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas, alerta que é fundamental encorajar crianças e pais a adotarem hábitos alimentares mais saudáveis, reduzindo o consumo de alimentos industrializados, e melhorar os hábitos de higiene bucal.

O açúcar, ingrediente presente em alimentos doces e salgados, transforma-se em ácido em nossa boca. Esse ácido ataca o esmalte dos dentes de forma agressiva e, com o tempo, provoca cárie e outros problemas orais ainda mais graves. De acordo com Gondak, o aumento da gordura corporal pode gerar uma hiper-resposta inflamatória nos tecidos periodontais (gengiva, ligamento periodontal, cemento e osso alveolar, que dá sustentação ao dente) e isso leva à uma maior probabilidade de surgimento e persistência de doenças periodontais. No seu estágio mais avançado esse tipo de doença pode provocar a perda parcial ou total de dentes, principalmente em adultos a partir dos 35 anos.

O excesso de peso também predispõe o indivíduo a ter problemas como a erosão dentária relacionada ao refluxo gastresofágico. “Pacientes com sobrepeso ou obesidade apresentam altos índices de refluxo. Isso pode acontecer em virtude tanto de uma dieta inadequada, quanto de aumento da gordura visceral, que gera um enfraquecimento da válvula que impede o refluxo. O mal funcionamento desta válvula pode ser um dos fatores para a erosão dental: o suco gástrico, líquido altamente ácido, acaba voltando para a boca e entrando em contato com os dentes, causando a dissolução do esmalte”, afirma Gondak.

Além de melhorar os hábitos alimentares, a odontopediatra indica que o ideal é a criança aprender desde cedo a escovar os dentes logo após se alimentar. Outra dica importante é ingerir bastante água durante o dia. “Além de aumentar a sensação de saciedade e fazer bem para a saúde, tomar água é ótimo para os dentes e contribui para a limpeza da boca, impedindo altas concentrações de bactérias que resultam na formação de cárie”, finaliza Biancalana.