Doze alimentos que bebê não deve comer antes de 1 ano

Data: 02/02/2016

Autor: Comunicação Dr Tiago Tavares



Criança nasceu, ficou 6 meses no aleitamento materno (se possível) começou a introdução alimentar e as dúvidas do que pode ou não pode começa a gritar dentro da cabeça da mãe. É orientação do pediatra, é informação na internet além de todos os palpites e pitacos, afinal nasce uma mãe, nasce uma rede de pitaqueiros de plantão ao seu lado. O grande problema é que muita coisa mudou e não é mais como na época da sua mãe. Isso mesmo, o que era indicado, dito ser saudável quando você era bebê, não é mais e por mais que você esteja vivo, com uma saúde dita de ferro, estudos existem, foram feitos e perceberam que se não mudarmos nossa cabeça, nossos hábitos alimentares e começarmos desde o início a cuidar da alimentação de nossos filhos, eles serão vítimas de doenças provenientes de excesso de açúcar sódio, gordura e tudo mais que não faz bem e está presente em diversos alimentos de forma intrinseca. Pra ajudá-las, vamos com mais uma listinha básica, fácil de entender com 12 alimentos que bebê não deve comer antes de 1 ano.

1 – Leite de vaca e derivados:

Leite de vaca, derivados (manteiga, requeijão, iogurte, coalhada, queijo) e qualquer alimento que tenha leite de vaca em seus ingredientes não são indicados antes dos 12 meses.

Ah! Pão de queijo como o próprio nome diz: “de queijo” também não pode ;).

A única “exceção” é no caso de bebês que por algum motivo precisam tomar fórmulas alimentares, pois estas contêm traços de leite em sua composição, mas mesmo assim, esses bebês devem esperar completar 1 ano para consumir leite e derivados de fato.

Retirado do Manual de Orientação Departamento de Nutrologia – 2013 da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP)

2 – Sal:

Bebês não sabem o que é comida com sal, o que é comida com açúcar. Desta forma, tem necessidade nenhuma de acrescentar sal nas papas principais.

Comida de bebê tem que ser saborosa, mas sem o sal adicionado. Basta ser criativa e usar nossos temperos naturais (cebola, alho, salsinha, cebolinha, orégano, manjericão, coentro, sálvia, estragão entre outros).

Retirado do Manual de Orientação Departamento de Nutrologia – 2013 da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP)

3 – Açúcar e tudo que tem açúcar:

Como falei no item anterior, bebê não sabe o que é açúcar até você oferecer. Segundo recomendação da SBP, açúcar deve ser introduzido aos 2 anos de idade e sempre com moderação. Ou seja, até 1 ano NÃO deve ter açúcar na dieta do bebê. Nem na Páscoa com ovos de chocolate, nem em aniversários de amiguinhos, nem porque vão falar: – tadinho, ele vai ficar com lombriga.

Não! Eles não vão ficar com lombriga porque eles não sabem o que é açúcar.

Sim, eles olham tudo o que nós fazemos, mas por curiosidade e não por desejo de comer.

Açúcar engloba tudo e qualquer coisa que tenha açúcar: bolacha de maizena, bolacha maria, petit suisse, açúcar na fruta, açúcar na fórmula, engrossantes, achocolatados, bolos, doces em geral, papinhas industrializadas que contém açúcar, smothies de frutas adoçados, gelatina (qualquer gelatina, mesmo a orgânica) e tudo que tem açúcar (vale a pena repetir).

Retirado do Manual de Orientação Departamento de Nutrologia – 2013 da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP)

4 – Mel:

É uma delícia, mas não pode ser consumido até 1 ano.

 A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomenda que crianças com menos de um ano de idade não consumam mel. O objetivo da orientação é prevenir a ingestão de esporos da bactéria Clostridium botulinum, bacilo responsável pela transmissão do botulismo intestinal. Não existem restrições ao consumo de mel por crianças com mais de um ano de idade e adultos sem problemas de saúde relacionados à flora intestinal.

O botulismo é uma doença neuroparalítica grave, não contagiosa, resultante da ação de uma potente toxina produzida pela bactéria Clostridium botulinum. Quando provocada pela ingestão de alimentos contaminados, é considerada doença transmitida por alimento. Nas amostras de alimentos é comum encontrar formas esporuladas do Clostridium botulinum, em especial no mel.

O botulismo intestinal é um modo de transmissão do botulismo e ocorre com maior freqüência em crianças com idade entre 3 e 26 semanas. Está associado à ingestão de esporos da bactéria presentes em alimento contaminado. Fonte: Anvisa

De acordo com a Portaria 5/2006, da Secretária de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, o botulismo é doença de notificação compulsória. As suspeitas de casos exigem notificação à vigilância epidemiológica local e investigação imediata.

5 – Sucos e chás:

Nove entre dez pediatras falam para começar a introdução alimentar com o suco de laranja lima. Mas essa informação já é errada e tem explicação bem plausível para exclusão do “inocente” suco de fruta da introdução alimentar.

Quando iniciamos a introdução alimentar, iniciamos algo maior do que fazer os bebês comer, começamos o processo de criar hábitos e eles devem ser os mais corretos possíveis. Várias crianças atualmente não comem frutas, não conhecem os diversos tipos de frutas que temos em nosso País e só tomam suco de um ou outro sabor.

Além do fator criar o hábito de comer a fruta, temos os motivos mais científicos: Quando fazemos o suco da fruta, perdemos fibras e alteramos o índice glicêmico e a carga glicêmica, desta forma, seu consumo diário e antes da hora aumenta o risco de induzir maior resistência do organismo à insulina que é a base do quadro de diabetes tipo 2. 

6 – Bolacha de maizena:

Vejo muitas mães desesperadas para dar bolacha e a de maizena pros seus bebês, afinal, a gengiva coça, não tem recheio e sua mãe te dava quando você era bebê, não é?

Olha só os ingredientes da bolacha de maizena de uma marca famosa

Informações retiradas do site do fabricante

 Tem certeza de que essa bolachinha é mesmo inocente e seu bebê merece consumi-la antes de 1 ano? Na realidade deveria esperar até no mínimo 2 anos.

7 – Engrossantes:

Pós cheios de açúcar e outros ingredientes que antes de 1 ano não deve aparecer na alimentação dos bebês.

Engrossante famoso, que tem vairedade de arroz, milho, aveia e arroz e multicereais

Engrossante à base de maizena

Não se deixem levar pelas vitaminas e minerais nos ingredientes pensem que os bebês precisam aprender a gostar de beber sua fórmula sem serem adocicadas e pra ganhar peso é preciso comer comida de verdade, comida que encontramos na feira.

 

Retirado do Manual de Orientação Departamento de Nutrologia – 2013 da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP)

8 – Petit Suisse:

 “….inho vale mais que um bifinho” ou “é comida de bebê” são coisas que eu ouvia quando era pequena e muitas mães que entram no consultório ou comentam aqui no blog ainda acreditam afinal elas também comiam, eles são uma delícia, vamos combinar, não é?

Pois é mas são bombas de açúcar, corantes, sódio e ingredientes que bebês não precisam conhecer antes do 1 ano, ou melhor, antes da idade indicada pelos próprios fabricantes para consumo.

Olha só os ingredientes de um petit suisse de uma marca aleatória

Informação retirada no site do fabricante

9 – Geléia de mocotó:

Contém algumas vitaminas, tem carboidratos MAS MUITO AÇÚCAR, corantes e afins, ou seja, não é indicado.

Pode acreditar, seu bebê vai ser forte e saudável comendo apenas frutas, verduras, legumes, carnes até 1 ano.

10 – Frutos do mar:

Camarão, ostra, lagosta, siri, lula e outras iguarias do fundo do mar são vetadas na alimentação dos bebês. Devemos esperar até os 2 anos pra oferecer pros nossos bebês por causa do grande risco de intoxicação e alergia alimentar.

Mas atenção, peixe é liberado já no sexto mês.

11 – Água de Coco:

Um erro recorrente que vejo por aí são mães dando água de coco pra hidratar porque o bebê não aceita água.

Mamães, a aceitação no começo de tudo é normalmente complicada, por isso a paciência e persistência andam juntas. Nada adianta você no desespero dar uma solução equivocada pra sede de seu filho.

Água de coco é um isotônico natural, rico em sódio e potássio que em alta ingestão, sobrecarregam os rins.

Hidratar, matar a sede é função da água, nossa deliciosa e refrescante água potável, filtrada no filtro!

Retirado do Manual de Orientação Departamento de Nutrologia – 2013 da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP)

12 – Gemada:

Antigamente era receita de pra bebê crescer forte e saudável, mas sabe-se que é super arriscado fazer este tipo de preparação pros nossos bebês.

Ovo cru é terminantemente proibido por causa do grande índice de infecção por conta da Salmonella. A bactéria causa dores de barriga, diarréia e pode levar à morte. Ovo pode e deve ser dado, mas muito bem cozido.

Além claro, da grande quantidade de açúcar que se coloca na gema pra ficar “gostosa”, não é?

Essa fase é muito importante pra se começar a criar os hábitos alimentares de nossos bebês, por isso, esperar a hora certa pra oferecer certos alimentos é fundamental.

Novamente não estou demonizando nenhum alimento específico. Apenas saliento a hora certa de oferecer aos bebês.

Quer variar a alimentação deles? Vá à feira e compre verduras, legumes e frutas variadas. Saia da mesmice da banana, maçã e mamão ou então alface, cenoura e batata! Ofereça fruta do conde, chicória, quiabo!

É nutritivo, saboroso e acreditem, eles vão adorar!

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O procedimento cirúrgico visa a fazer uma correção das alterações faciais e dar mais qualidade de vida para os pacientes. “Orto” vem de correto, e “gnatos” significa maxilares. As melhorias vão além da estética: a mordida do paciente também melhora. Confira mais sobre o assunto.
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Como funciona a cirurgia ortognática?
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A função respiratória é outra beneficiada pelo procedimento, além da fonação.
Esteticamente falando, um maxilar que é diferente do outro recebe uma correção importante, o que manterá os dois equilibrados.
Nenhum mais proeminente do que o outro. Esse é um resultado que eleva a autoestima do indivíduo.

Quais são os riscos?
A cirurgia apresenta riscos similares a outras de mesmo segmento. Na verdade, é importante que sejam feitos todos os exames necessários antes de considerar o paciente apto para o procedimento.
Como qualquer paciente, esse indivíduo deve buscar informações sobre a equipe que fará a cirurgia e como será o procedimento, além do pós-operatório.
Por não ser uma cirurgia de emergência, há um tempo para que o profissional também se certifique de que é o melhor momento para realizá-la.
Quanto a dor durante o procedimento, não existe. Toda a cirurgia é feita sob o efeito da anestesia geral.
Se você deseja fazer esse tipo de cirurgia de correção, converse com o seu ortodontista ou cirurgião bucomaxilo antes de mais nada sobre essas informações. Ele poderá esclarecer as dúvidas iniciais e te encaminhar para um especialista no assunto.
Você tem algum problema bucal? Não tenha vergonha de procurar por esclarecimentos e contar sobre o seu problema.
A cirurgia tem como objetivo principal recuperar e oferecer qualidade de vida e conforto para os pacientes submetidos a ele.
Esperamos ter ajudado no seu primeiro passo para a recuperação com a cirurgia ortognática. Compartilhe as informações!

O que as doenças bucais e a obesidade têm ...


Comidas doces e industrializadas e a falta de exercícios físicos estão tornando as populações cada vez menos saudáveis. O problema é grave: de acordo com o artigo “Impacto da obesidade na saúde bucal: revisão de literatura”, publicado por pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria em 2013, o sobrepeso favorece o aparecimento de vários outros problemas, como doenças cardíacas, hipertensão arterial, osteoartrite, diabetes tipo 2, câncer, doença periodontal e cárie.

Segundo dados do Ministério da Saúde de 2014, 52,5% dos brasileiros estão acima do peso ideal. Rogério O. Gondak (CROSC 6568), especialista em Patologia Bucal, mestre e doutor em Estomatopatologia pela Universidade Estadual de Campinas, explica que o consumo excessivo de açúcar é um dos fatores causadores tanto da obesidade quanto das doenças bucais. Helenice Biancalana (CROSP 18683), diretora do Departamento de Prevenção da Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas, alerta que é fundamental encorajar crianças e pais a adotarem hábitos alimentares mais saudáveis, reduzindo o consumo de alimentos industrializados, e melhorar os hábitos de higiene bucal.

O açúcar, ingrediente presente em alimentos doces e salgados, transforma-se em ácido em nossa boca. Esse ácido ataca o esmalte dos dentes de forma agressiva e, com o tempo, provoca cárie e outros problemas orais ainda mais graves. De acordo com Gondak, o aumento da gordura corporal pode gerar uma hiper-resposta inflamatória nos tecidos periodontais (gengiva, ligamento periodontal, cemento e osso alveolar, que dá sustentação ao dente) e isso leva à uma maior probabilidade de surgimento e persistência de doenças periodontais. No seu estágio mais avançado esse tipo de doença pode provocar a perda parcial ou total de dentes, principalmente em adultos a partir dos 35 anos.

O excesso de peso também predispõe o indivíduo a ter problemas como a erosão dentária relacionada ao refluxo gastresofágico. “Pacientes com sobrepeso ou obesidade apresentam altos índices de refluxo. Isso pode acontecer em virtude tanto de uma dieta inadequada, quanto de aumento da gordura visceral, que gera um enfraquecimento da válvula que impede o refluxo. O mal funcionamento desta válvula pode ser um dos fatores para a erosão dental: o suco gástrico, líquido altamente ácido, acaba voltando para a boca e entrando em contato com os dentes, causando a dissolução do esmalte”, afirma Gondak.

Além de melhorar os hábitos alimentares, a odontopediatra indica que o ideal é a criança aprender desde cedo a escovar os dentes logo após se alimentar. Outra dica importante é ingerir bastante água durante o dia. “Além de aumentar a sensação de saciedade e fazer bem para a saúde, tomar água é ótimo para os dentes e contribui para a limpeza da boca, impedindo altas concentrações de bactérias que resultam na formação de cárie”, finaliza Biancalana.