Alprazolam (Frontal™), Clonazepam (Rivotril™) e Álcool

Data: 08/08/2016

Autor: Dr. Eduardo Adnet



O álcool, devido ao modo como age no Sistema Nervoso Central (o Cérebro forma uma parte desse sistema), possui o potencial de desencadear e/ou de agravar diversas manifestações de transtornos psiquiátricos. Pode agravar (e também iniciar) um quadro de Depressão, pode desestabilizar o tratamento do Transtorno Bipolar, ou seja, o indivíduo, mesmo tomando medicações, pode apresentar surtos maníacos e/ou depressivos desencadeados pelo álcool. O álcool também pode piorar o Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC), a Esquizofrenia, Transtornos Ansiosos, Fobias, dentre outras enfermidades psiquiátricas.

É um mito a afirmação de que beber um pouquinho de álcool todos os dias faz algum bem a saúde. Quando exercia minhas atividades médicas na Europa, recebíamos (eu e outros colegas médicos), publicações científicas que nos eram distribuídas a fim de que trabalhássemos em prol do esclarecimento das pessoas sobre esse fato. Hoje, há como se demonstrar, minuciosamente, que o álcool ingerido todos os dias, mesmo em pequenas quantidades, faz mal à saúde, principalmente pelo alto teor de álcool que as bebidas de hoje contêm, dentre elas, os vinhos.

Ainda sobre o Álcool. Nosso organismo produz um hormônio chamado de vasopressina, ou Hormônio Antidiurético. E o álcool inibe (diminui) esse hormônio. Logo, todas as vezes que se ingere álcool, a pessoa urina mais. Grande parte dos medicamentos são eliminados (progressivamente) pela urina, logo, se a diurese estiver aumentada pelo efeito do álcool, o medicamento que a pessoa estiver tomando vai embora muito mais rapidamente do que o normal, diminuindo, assim, os efeitos esperados dos medicamentos.

Benzodiazepínicos e Álcool

Os Benzodiazepínicos são medicamentos que atuam no Sistema Nervoso Central, e podem ser usados no tratamento de diversos transtornos psiquiátricos. Podem ser prescritos pelo médico psiquiatra tendo em vista suas ações ansiolíticas (tranquilizantes), anticonvulsivantes (coadjuvantes no tratamento da Epilepsia) e relaxante muscular, além de seu conhecido papel no tratamento da insônia (alguns deles). Dentre os Benzodiazepínicos mais conhecidos estão o Diazepam (Vallium™), o Bromazepam (Lexotan™), o Clonazepam (Rivotril™), o Alprazolam (Frontal™), Cloxazolam (Olcadil™) e o Lorazepam (Lorax™), dentre outros.

Os Benzodiazepínicos possuem um efeito depressor no Sistema Nervoso Central, e é por este seu efeito que são utilizados (nas doses corretas prescritas pelo médico) no tratamento de quadros de ansiedade e de insônias, por exemplo, pois exercem uma função de diminuição da excitação psíquica da pessoa ansiosa, ajudam no alívio de sintomas de angústia e são uma excelente opção de tratamento para a Síndrome do Pânico. Todavia, estamos aqui falando de modo ultra-simplificado, e desencorajo, completamente, toda a tentativa de autodiagnóstico e de automedicação. Estas informações visam o esclarecimento das pessoas que me escrevem, e cujas perguntas colaboram para que outros também se beneficiem.

O Álcool também deprime e afeta diversas funções no Sistema Nervoso Central, como, por exemplo: a atenção, a memória, a coordenação motora, os reflexos, dentre outras. Portanto, se você utiliza uma medicação da categoria dos Benzodiazepínicos (depressor do Sistema Nervoso Central) mais uma outra substância (o álcool) que também deprime o sistema nervoso central, você tem uma potencialização (aumento) desses efeitos. De modo muito simplificado, quando uma pessoa toma um comprimido de Alprazolam (Frontal™), ou de Clonazepam (Rivotril™), por exemplo, e bebe “uma cervejinha”, pode acontecer que o efeito do medicamento seja intensificado pelo álcool e a pessoa pareça ter tomado três comprimidos do Alprazolam. O mesmo para outros Benzodiazepinicos, como o Clonazepam ou o Bromazepam, para citar apenas estes. E, dependendo da quantidade da “cervejinha”, quando esta é usada quando a pessoa está tomando algum Benzodiazepínico, pode parecer que a pessoa tomou, por exemplo, umas cinco cervejas, pois o efeito depressor do álcool, como já dito, se soma ao efeito depressor do benzodiazepínico.

Finalizando, se alguém necessita de um Benzodiazepínico para seu tratamento, não é recomendável o uso de álcool. Mas se mesmo assim, a pessoa não deseja abandonar a sua “cervejinha”, existem diversas opções para a abordagem desta situação, de acordo com cada caso, o que só pode ser avaliado com a presença do paciente, pois há diversos fatores a serem considerados e muito bem avaliados nessas situações de excepcionalidade.

De qualquer modo, repito: Usar Álcool e Benzodiazepínicos não é aconselhável.

Dr. Eduardo Adnet

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OUTRAS POSTAGENS

HUGOL possui atendimento especializado em ...

Profissionais especializados em traumas faciais HUGOL.

Dentre os possíveis traumas sofridos pelas vítimas de quedas ou acidentes de trânsito, existem os que ocorrem na face, tratados por uma dasespecialidades atuantes no HUGOL: a Cirurgia Buco-maxilo-facial, com profissionais da Odontologia que têm residência realizada em ambiente hospitalar, em nível de pós-graduação.

Os acidentes motociclísticos estão entre as principais causas de traumas faciais, seja pela falta do capacete ou até mesmo pelo uso de capacetes em desacordo com as normas-padrão. Guttieryque Pereira da Silva, 25 anos, foi paciente do HUGOL por 31 dias, pois sofreu uma queda de sua moto. Devido às lesões na face, recebeu atendimento da equipe de Buco-maxilo-facial da unidade e afirmou ter ficado contente com o tratamento dos profissionais. O alerta, nesse caso, é para utilizar o capacete, porém com atenção crucial na forma de prendê-lo corretamente na cabeça.

De acordo com o supervisor da Cirurgia Buco-maxilo-facial, Dr. Eder de Lima, o hospital tem atendido vários casos de trauma facial grave e a equipe cirúrgica tem obtido êxito nos procedimentos de reconstituição da face. “A Cirurgia e Traumatologia Buco-maxilo-facial (CTBMF), sob a ótica da organização dos serviços hospitalares, tem como um dos seus objetivos o diagnóstico e o tratamento cirúrgico e coadjuvante das doenças de origem traumática do sistema estomatognático e da região buco-maxilo-facial”, explica o supervisor.
Dr. Eder complementa que “a vítima de traumatismo facial pode apresentar lesões ósseas e/ou de tecidos moles que podem afetar funções vitais, ocasionando por vezes quadros hemorrágicos e obstruções das vias aéreas, incorrendo em sérios riscos à vida do paciente”.

O Movimento Maio Amarelo

Movimento Maio Amarelo.

O objetivo do movimento é uma ação coordenada entre o Poder Público e a sociedade civil. A intenção é colocar em pauta o tema segurança viária e mobilizar toda a sociedade, envolvendo os mais diversos segmentos: órgãos de governos, empresas, entidades de classe, associações, federações e sociedade civil organizada para, fugindo das falácias cotidianas e costumeiras, efetivamente discutir o tema, engajar-se em ações e propagar o conhecimento, abordando toda a amplitude que a questão do trânsito exige, nas mais diferentes esferas.


Acompanhando o sucesso de outros movimentos, como o “Outubro Rosa” e o “Novembro Azul”, os quais, respectivamente, tratam dos temas câncer de mama e próstata, o “MAIO AMARELO” estimula você a promover atividades voltadas à conscientização, ao amplo debate das responsabilidades e à avaliação de riscos sobre o comportamento de cada cidadão, dentro de seus deslocamentos diários no trânsito.

A marca que simboliza o movimento, o laço na cor amarela, segue a mesma proposta de conscientização já idealizada e bem-sucedida, adotada pelos movimentos de conscientização no combate ao câncer de mama, ao de próstata e, até mesmo, às campanhas de conscientização contra o vírus HIV – a mais consolidada nacional e internacionalmente.

Portanto, a escolha proposital do laço amarelo tem como intenção primeira colocar a necessidade da sociedade tratar os acidentes de trânsito como uma verdadeira epidemia e, consequentemente, acionar cada cidadão a adotar comportamento mais seguro e responsável, tendo como premissa a preservação da sua própria vida e a dos demais cidadãos.

Vale ressaltar que o MAIO AMARELO, como o próprio nome traduz, é um movimento, uma ação, não uma campanha; ou seja, cada cidadão, entidade ou empresa pode utilizar o laço do “MAIO AMARELO” em suas ações de conscientização tanto no mês de maio, quanto, na medida do possível, durante o ano inteiro.

A motivação para o Movimento MAIO AMARELO não é novidade para a sociedade. Muito pelo contrário, é respaldada em argumentos de conhecimento público e notório, mas comumente desprezados, sem a devida reflexão sobre o impacto na vida de cada cidadão.

Em conclusão, o MAIO AMARELO quer e espera a participação e envolvimento de todos comprometidos com o bem-estar social, educação e segurança em decorrência de cultura própria e regras de governança corporativa e função social; razão pela qual, convidamos você, sua entidade ou sua empresa a levantar essa bandeira e fazer do mês de maio o início da mudança e fazer do AMARELO, a cor da “atenção pela vida”.